segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Aos Condôminos Celestiais

Um dia seremos paz
Seremos calma e afeto
Viveremos a tranqüilidade bestial
dos sábios

Um dia seremos sóbrios
Tardes serenas
Domingos constantes

Mas enquanto ainda somos vermelhos
e estridentes
Façamos alarde e coisas estúpidas
E ao cair da tarde
sejamos sórdidos e barulhentos

O silêncio pertence aos mortos
e o amor aos vizinhos que agora
dormem

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